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Maracutaia Institucionalizada

Blog do Silvinho

14/10/2009

Recebi a seguinte mensagem do nosso colega Luis Carlos e serve como debate e alerta:

Trata-se do projeto de lei n° 5.310/2009. Esse projeto é de autoria do deputado federal Beto Albuquerque (PSB/RS) e foi apresentado em 28.05.2009, na quinta-feira anterior (último dia “útil” da câmara) ao anúncio oficial das cidades-sedes pela FIFA.

O projeto visa exclusivamente beneficiar os donos do Morumbi, Beira-Rio e Joaquim Américo (Atlético Paranaense) de modo a que quaisquer reformas sejam bancadas exclusivamente com recursos públicos disfarçados na forma de renúncia fiscal, inclusive de contribuições sociais, que, como se sabe, vão para os bolsos dos aposentados e pensionistas. 

O projeto já passou por todas as comissões e o texto teve parecer favorável à aprovação, dado pelo deputado Valadares Filho (PSB/SE).

Devo lembrar que nem todos os projetos vão para aprovação em plenário e esse pode ser um deles.

Link para download do texto do projeto:

http://www.camara.gov.br/sileg/integras/660030.pdf

Link para acompanhamento do projeto (somente enquanto estiver tramitando dentro da câmara dos deputados):

http://www2.camara.gov.br/proposicoes

Obs.: Preencher da forma a seguir (pesquisa pelo número da proposição):

 Tipo: PL-Projeto de Lei

 Número: 5310

 Ano: 2009

Clicar em “pesquisar”.

Opinião:

Por mais que protestemos, acontecerá neste país a maior derrama de dinheiro público jamais vista na história desta nação, para a construção e reforma de estádios.

La Bambinera, com certeza, será uma das beneficiadas.

E a história se repetira: Pela segunda vez o povo verá seu dinheiro misturado à pedra e cimento naquele estádio.

Blatter ‘rebaixa’ Morumbi e, após suposta gafe, põe o Pacaembu na Copa-14

Thales Calipo - UOL Esporte
No Rio de Janeiro

As ameaças à presença do Morumbi como palco da abertura da Copa do Mundo de 2014 estão cada vez maiores. Depois de algumas declarações do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, contrárias ao estádio do São Paulo, desta vez foi o presidente da entidade máxima do futebol, Joseph Blatter, que “rebaixou” a arena tricolor e, de quebra, deu a entender que o Pacaembu está na disputa.

Enquanto respondia sobre a possibilidade de o São Paulo não conseguir reformar seu estádio para receber partidas da Copa do Mundo, o presidente deu uma declaração, no mínimo, dúbia.

“Se a informação que ouvimos está correta, o prefeito de São Paulo [Gilberto Kassab] disse que vai ter um novo estádio, então não terá nenhum problema. Temos uma lista de exigências para a categoria 1, e até agora o Morumbi não está nela, mas não quer dizer que ele está fora da Copa”, disse Blatter, citando, na verdade, o anúncio feito nesta terça-feira de que serão investidos R$ 250 milhões para reforma do Pacaembu.

Logo após a frase do presidente da Fifa, Ricardo Teixeira e Jérôme Valcke começaram uma conversa paralela na mesa em que Blatter discursava. Ao perceber, o mandatário da entidade máxima do futebol interrompeu sua fala e, após brincar com a dupla, disse: “não posso mudar meu ponto de vista, mas se vocês quiserem falar…”.
Percebendo o teor do comentário feito por Blatter, o porta-voz do Comitê Organizador Local (COL), Rodrigo Paiva, afirmou no final da entrevista coletiva que o secretário municipal de Esportes de São Paulo, Walter Feldman, havia ligado para informar sobre a reforma do Pacaembu, mas em nenhum momento teria citado que o estádio, que é de propriedade da Prefeitura, ficaria no lugar do Morumbi.

Nesta terça-feira, Feldman anunciou que serão investidos R$ 250 milhões para modernização do Pacaembu, sendo que o Corinthians teria se disposto a arcar com R$ 100 milhões deste total. A assessoria de imprensa de Kassab, por sua vez, reforçou o apoio do prefeito ao projeto de reforma do Morumbi para a Copa do Mundo de 2014.

Morumbi vetado para a abertura

Secretário-geral da Fifa critica novo projeto e diz que estádio só tem condição de receber jogos menores

 Jamil Chade, ZURIQUE 

A Fifa endurece o discurso contra o Morumbi e veta, agora, o novo projeto apresentado pelo São Paulo. A abertura do Mundial de 2014 e os jogos importantes, como as semifinais, não poderão ser realizados no estádio do São Paulo, segundo a entidade. No próximo fim de semana, o comitê executivo da Fifa desembarca no Rio. O Estado apurou que alguns de seus integrantes vão visitar São Paulo para verificar a situação. 

Agora, o problema do Morumbi não é mais apenas sua parte externa, mas também a capacidade interna para organizar os jogos da Copa. A Fifa afirmou que o plano de reforma apresentado pelo clube é insuficiente. “Não vamos assinar embaixo de um projeto como esse”, afirmou o secretário-geral Jerome Valcke. Hans Klaus, diretor de comunicações, vai mais longe e insinua que a solução pode ser mesmo construir outro estádio. “A grande questão é se um estádio de algumas décadas está adaptado para hoje”, disse Klaus ao Estado.

A Fifa e o São Paulo vêm travando batalha nos últimos meses. Valcke confirmou que o primeiro projeto apresentado pelo clube não permitiria o uso do Morumbi para a Copa. No dia 8, Valcke havia afirmado que o estádio tem problemas de estrutura, principalmente nas imediações. E chegou a cogitar a possibilidade de ser construído outro estádio na capital paulista. “Na recente visita que fizemos ao Brasil constatamos, por exemplo, que há um problema grave de espaço em São Paulo, sobretudo na área externa”, declarou o secretário na ocasião. 

No mesmo dia, o São Paulo respondeu às críticas. “O São Paulo está absolutamente seguro de que o projeto apresentado em 4 de setembro atende sobremaneira a todas as exigências oficialmente formuladas pela Fifa”, destacou o clube em nota oficial. Os dirigentes prepararam nova proposta e a enviaram à Fifa. As modificações em relação ao projeto original se referem especialmente ao acesso ao estádio, à falta de estacionamento e à tribuna de imprensa.

Valcke deixou claro que essas questões não foram resolvidas e disse que ainda há problemas de falta de capacidade interna. “Algumas coisas estão melhores, mas faltam muitas a resolver”, afirmou. “Não podemos assinar um papel dizendo que está tudo bem.” Valcke observou que o “problema central” é a falta de espaço interno. “Se a cidade quer jogo da semifinal, precisa ter 65 mil lugares. E não tem”, disse.

Técnicos da Fifa explicaram que o novo projeto do Morumbi fala em 62 mil lugares, mas sem as condições de segurança adequadas. A exigência da Fifa é de que o estádio tenha pelo menos 60 mil assentos para a abertura e 65 mil para a semifinal.

Valcke optou por não entrar em detalhes. Mas sua equipe indicou que, se as regras de segurança forem aplicadas, o estádio teria capacidade inferior a 60 mil espectadores. “Não estamos pedindo, por enquanto, um novo estádio. O que dizemos é que o Morumbi não é um estádio perfeito para a Copa, se quiser receber um jogo do nível de semifinal ou a abertura”, disse Valcke. Além disso, a Fifa continua apontando probemas no acesso ao estádio e na área de imprensa.

BNDES abre crédito a estádios da Copa-14

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) irá liberar R$ 3,6 bilhões aos governos estaduais e municipais para a construção e reforma dos estádios que serão usados na Copa do Mundo de 2014. As informações são da edição desta quinta-feira da “Folha de S.Paulo”.

Cada arena poderá dispor de R$ 400 milhões, a exceção de Morumbi, Arena da Baixada e Beira-Rio, que são particulares e ficarão de fora desse pacote, mas poderão ser contemplados em outra linha de crédito. O aporte total seria suficiente para erguer todos os estádios da Copa de 2010, na África do Sul.

O banco pretende formalizar as condições do empréstimo até o fim de outubro. Pela proposta apresentada ao Rio Grande do Norte, na última terça-feira, o BNDES oferece juro de 1,9% ao ano, mais taxa de juros longo prazo (TJLP) de 6% ao ano. Caso recorra ao empréstimo, o governo terá dois anos de carência e outros dez para o pagamento.

O pré-requisito para receber o benefício do banco é a avaliação do Conselho Monetário Nacional (CMN), que estipula seus limites de endividamento. Até o momento, três Estados anunciaram que suas arenas serão custeadas com dinheiro público: Cuiabá, Manaus e Distrito Federal.

Além disso, Natal, Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Recife, que ainda não conseguiram um parceiro privado para seus projetos, deveram entrar no bolo do BNDES.

Secretário-geral da Fifa critica o Morumbi e fala em novo estádio paulista na Copa

Para Jérôme Valcke, a casa são-paulina não tem condições de abrigar abertura, semifinal, final ou disputa de 3º lugar no Mundial de 2014.

Renato Ribeiro Joanesburgo, África do Sul.

Em evento em Joanesburgo, na África do Sul, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, criticou a estrutura dos estádios brasileiros para a Copa do Mundo de 2014 em geral, mas principalmente o Morumbi. Segundo Valcke, a casa do São Paulo não tem condições de abrigar nem o jogo de abertura do Mundial e muitos menos os jogos decisivos da competição, como semifinal, final ou a disputa do 3º lugar. A solução seria a construção de um novo estádio.

A principal reclamação do secretário geral é com relação ao espaço externo do Morumbi, já que o local não possui estacionamento e poucas rotas.

 - O problema é o espaço fora do estádio - disse Valcke.

 Para um estádio receber um jogo importante de Copa precisa ter área suficiente fora para receber um centro de imprensa, área de estacionamento para caminhões de transmissão de TV, área para patrocinadores receberem VIPs e estacionamento. A diretoria do São Paulo, porém, em conjunto com o poder público, tem um planejamento para sanar esses problemas até 2014, com a construção de um edifício-garagem nas proximidades e com a chegada do Metrô.

Como a final deve ser no Maracanã, no Rio de Janeiro, o Morumbi é um dos candidatos a abertura. São Paulo disputa o direito com as cidades de Porto Alegre, Belo Horizonte e Brasília. 

- Em nenhum momento alguém do comitê ou da Fifa disse que São Paulo abriria a Copa. Quatro cidades mostraram interesse nesse jogo inaugural. Houve observações a todos os projetos e todos estão no mesmo nível. As coisas só vão ficar mais claras a partir de fevereiro do próximo ano - explicou o assessor de imprensa da CBF, Rodrigo Paiva.

Jérôme Valcke ainda ressaltou que nenhum estádio de São Paulo está em condições. A construção de um novo projeto seria a alternativa. Para discutir o assunto,  o secretário deve se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, José Serra.

 - Está na hora de o Brasil começar a trabalhar. Não nada lá. Um estádio sequer em condições. Temos de aproveitar que ainda temos alguns anos pela frente. São Paulo deve apresentar um novo projeto, um outro estádio - afirmou o dirigente da Fifa.

 Valcke também foi duro com o Danny Jordaan, diretor-executivo da Copa de 2010. Jordaan é candidato a presidente da Federação Sul-Africana de Futebol. A eleição é daqui a 18 dias. Para a FIFA um homem não senta em duas cadeiras. Jordaan terá de escolher o que quer: o Comitê Organizador ou a organização. Mas disse que o caso de Ricardo Teixeira no Brasil é diferente.
- Ele já está eleito.

Assim, Teixeira será presidente da CBF e, ao mesmo, do Comitê de 2014.

SÃO PAULO DEFENDE O MORUMBI

Assim que tomou conhecimento da posição de Valcke, a diretoria do São Paulo afirmou que o projeto do Morumbi para ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 está dentro das expectativas. Além disso, no início de setembro o clube entregou ao comitê organizador o projeto atualizado, inclusive com as modificações pedidas pela própria Fifa.

Matéria publicada no site globoesporte.com
Clique aqui para ler a matéria
 

São Paulo e BNDES se reúnem nesta segunda-feira.

De Vitor Birner

Publicado: 02/08/2009

O assunto é o financiamento que o clube pedirá para reformar o Morumbi.

O encontro será ás 10hs no Ministério do Esporte e terá a participação também de representantes do Governo do Estado e da prefeitura.

O clube foi convocado para a reunião pelo Ministro Orlando Silva.

Outras 11 cidades que receberão as partidas da Copa do Mundo também foram chamadas para reuniões com o BNDES nos próximos 2 dias.

As que contam com estádios públicos oferecem a conta tributo (governo federal repassa os tributos ao governo estadual diretamente) como garantia.

Mas São Paulo, Internacional e Atlético PR precisam provar que podem pagar o financiamento com receitas próprias, o que é bem mais complicado.

O que diz o São Paulo?

Pedirá entre entre 250 e 300 milhões (a obra está estimada em 135 milhões mais o valor da cobertura que é de cerca de 120 milhões)

Representantes do clube dizem já ter as garantias necessárias para oferecer ao BNDES de contrapartida.

Se baseiam nas receitas do Morumbi. O estádio deu lucro de R$ 16 milhões ano passado.

Nesta conta, não estão inclusas as rendas dos jogos ou qualquer receita do time de futebol.

A locação de camarotes, lojas temáticas, restaurante, e do estádio para shows foram responsáveis pelo sucesso financeiro do espaço.

No plano, está prevista a construção de mais camarotes, lojas e até uma academia de ginástica.

De acordo com o próprio São Paulo, este lucro será elevado para 30 milhões anuais.

É em cima deste valor que fez a conta.

 O BNDES costuma pedir que os financiamentos sejam pagos em 15 anos.

 O São Paulo tentará aumentar o prazo.

Comentário: Lembrando que nem Corinthians e nem Palmeiras farão jogos como mandates no estádio do Morumbi.

DF faz promessas

Por: Silvinho
Blog do Silvinho

Lula gostou do projeto de Brasilia para tentar receber a abertura da Copa de 2014. Ficou empolgado com as obras do Mané Garrincha, mas sobretudo com as soluções do transporte e hospedagem.Lula já havia manifestado apoio ao Morumbi

Comentário: Lula, sobretudo, é um político. Elogiará e dará força a todos os projetos que for convidado a conhecer com detalhes. A escolha da sede para abertura certamente passará pelo seu gabinete, mas o prato chegará pronto, ele não será o dedo-de-Nero nesta escolha.No último domingo, a Rádio Bandeirantes noticiou que o Palmeiras também não mandará mais seus jogos no Morumbi. Mas por motivo diferente dos alegados pelo Corinthians. Conforme uma clausula contratual com o seu patrocinador, a Samsung, cada vez que o Palmeiras utilizar o Morumbi como clube mandante, terá que pagar uma multa de 100 mil reais. Tudo porque o Morumbi pertence a um clube patrocinado por um concorrente da Samsung, a LG.As empresas que investiram em camarotes no Morumbi estão desesperadas. Investiram contando com a realização de pelo menos  8 jogos por mês no Morumbi. A quantidade de jogos não vem passando de 4, com baixa frequência de público.
Continuamos firmes na luta: Morumbi, Não!

Governo ajudará Morumbi por Copa em SP

Marcelo Lima
Vertebrais Futebol Clube
18 de Julho de 2009

O uso da máquina pública - traduzindo em palavras mais fáceis: DINHEIRO DOS IMPOSTOS QUE PAGAMOS - em prol de um estádio particular já começou com o lançamento do projeto da Linha Ouro do Metrô no final do mês passado.
O projeto prevê um sistema VLT (Leve Sobre Trilhos) similar ao AeroTrem (do conhecido político Levir Fidelix), que ligaria as estações Jabaquara e São Judas, passando pelo Aeroporto de Congonhas e terminando no Estádio Morumbi, que incluiria a construção de 2 bolsões de estacionamento e resolveria parte das exigências da FIFA.
A prévia do projeto pode ser acompanhada diretamente no site da cia metropolitana de São Paulo, neste link e depois clicando em Diretrizes Básicas.
O São Paulo tem até 24 de agosto para entregar um novo projeto para a reforma do Morumbi, pois seu projeto inicial foi declinado, mas o que as pessoas desconheciam é que o projeto desta nova linha, atende alguns requisitos que a FIFA exigiu de São Paulo como sede, que é a parte do estacionamento e locomoção ao estádio que representará a região.
Ambas as obras, tanto a reforma do Morumbi, quanto uma possível linha cruzando a cidade, deverá ser aprovada o quanto antes, para que no início do ano que vem já inicie o cronograma para as obras para atender os prazos estabelecidos pela FIFA.
O resumo disso é que, como informei anteriormente, o uso da máquina pública não apenas ajudará, como permitirá ao São Paulo Futebol Clube, por mais uma oportunidade, ter seu estádio reformado, com sistema de transporte moderno, com bolsões de estacionamento e tudo isso gratuitamente, afinal até o momento o clube ainda não conseguiu patrocinadores para fazê-lo sem tal ajuda.
Alguns podem dizer que isso é uma necessidade pública, que a região necessita de tal transporte, mas não estou contra tal projeto, o que estou contra é a utilização do mesmo para fins particulares. O São Paulo não irá ceder seu estádio após a Copa gratuitamente aos clubes, continuará a ganhar com toda a estrutura que será montada.
Não é justo utilizar-se da Copa 2014 em prol de um único clube, pois Corinthians, Palmeiras, Santos, Lusa, São Caetano, Santo André e tantos outros clubes também tem direito de receber ajuda da máquina pública. Por isso nossa voz precisa ser ouvida, não podemos permitir que o governo municipal, estadual e federal invista o “nosso” dinheiro em um projeto fadado ao fracasso, já que a abertura da Copa, ao que tudo indica, deva ser transferida para Minas. Faça valer a sua voz…

Entendeu?

gglobo1107

Governador José Serra volta a criticar exigências da FIFA

CRÍTICAS À FIFA
Jamil Chade
O Estado de São Paulo
Quinta-Feira, 09 de Julho de 2009

Serra não se conteve ao falar da Copa de 2014. Ele criticou a Fifa e alertou que as exigências feitas pela entidade em relação ao Morumbi são “exageradas”. Serra é contra a construção de um novo estádio em São Paulo, alegando que a cidade não teria o que fazer com mais um palco após 2014. A Fifa vem se queixando da situação do Morumbi, um dos locais favoritos para a abertura do Mundial que ocorrerá no Brasil. A Fifa chegou a sugerir que a direção do São Paulo fechasse o estádio por algum tempo para realizar as mudanças.

Para Serra, não há motivos para tanto. “A Fifa tem feito exigências que, olhando para trás, podem ser consideradas como exageradas. Não digo em relação específica ao Morumbi. Mas em relação ao Brasil. Mesmo a Alemanha teve problemas.”

Serra acredita que a Fifa e os organizadores do Mundial terão de chegar a um entendimento sobre a situação do Morumbi. “Será preciso haver uma acomodação”, disse o governador. A Fifa afirmou ontem que não há uma elevação na exigência em relação aos estádios brasileiros em comparação ao nível de 2006 na Alemanha. “As orientações entre os dois torneios (2006 e 2014) são as mesmas, sem nenhuma grande diferença”, disse a assessoria de imprensa da Fifa.

Para Serra, a solução seria promover algumas das mudanças que a Fifa pede, e nem sequer pensar na construção de um novo estádio. “Não é nenhuma tragédia”, disse. Ele não acredita que há como deixar São Paulo fora da Copa ou do jogo de abertura do Mundial. Mas rejeita a tese da construção de um novo estádio. “Se for construir estádio, o que vai fazer depois. O Corinthians joga no Pacaembu, o Palmeiras no Palestra Itália, o São Paulo no Morumbi e a Portugesa no Canindé”, justificou Serra.

A reforma do Morumbi, de qualquer forma, não seria feita com dinheiro público. “Isso não cabe a nós.” Serra ainda garantiu que a cidade estará pronta para receber a Copa. “Na Fórmula 1, chegam a São Paulo 130 mil pessoas e ninguém percebe. Não temos problemas.”